@menestrel@menestrel então qual é o tema de #menestrel este mês?
O #Menestrel deste mês é sobre álbuns que contam uma história. O mês começou depois de um concerto que terminou com a “Coma White”, e que me levou a escolher essa música para a #musiquinta seguinte, pensei escolher o álbum de onde essa música saiu (Mechanical Animals) para o menestrel. Mas nem para contar a história de Coma, a personagem dessa música, me bastaria pegar só nesse álbum, e a história dele está intrinsecamente ligada com o resto do tríptice. Quando foi publicado pela primeira vez, Mechanical Animals era para ser entendido como uma sequela, mas mais tarde passou a prequela, uma história contada em três actos, começando do fim (com Antichrist Superstar, passando pelo Mechanical Animals) para o princípio (com Holy Wood). Mas o menestrel não é para tríptices, é para álbuns… e se vamos pegar nesta história, então o álbum que temos de escolher é o ACSS, o primeiro (lançado em 1996), o princípio e o fim, e um álbum que conta uma história por si só.
ACSS é tem um protagonista, “The Worm”, um fraco entre os fortes, pobre entre ricos, feio ente bonitos. Na sua revolta contra o poder, ele torna-se num carismático demagogo, acabando por se tornar num adorado ídolo de revolta… apenas para se tornar naquilo que inicialmente o revoltava. (Este resumo não faz justiça à história, mas é quanto cabe num toot.)
#Menestrel é uma nova tag mensal para celebrar a música em suas formas mais conceituais: os álbuns. E para abrir com chave de ouro, estreia-se com o tema #debut - que mais?
É suposto ser sobre “os primeiros trabalhos de seus artistas favoritos”, mas eu quis não só escolher isso, como também um album que, lá por ser o debut da banda, não deixa de mostrar o melhor que a banda tem para oferecer.
Não é que os álbums que se seguem na discografia de Ashram sejam menos excelentes que este “Ashram” (sim, é um self-titled - e quem sabe se #selftitled não é um tema de um próximo menestrel…), mas este, lá por ser o primeiro, não fica nada atrás em excelência… e é provavelmente o que eu ouço mais vezes, talvez por ser também o álbum com o qual conheci a banda - e o único que tinha para ouvir até sair o próximo…
Na foto mostro o album na sua re-edição em digipak (limitada a 1000 unidades), com a qual substitui a edição original em jewel case, porque esta tem uma faixa extra (Fourth).
Uma edição mais recente (de 2013) também com esta faixa ainda existe em stock na editora*, aproveitem!
Mas que é isso, Ashram? Bem, Ashram é um trio Italiano de música neoclássica, e em vez de os descrever… ouçam! O disco começa assim: